O laudo sobre a morte do homem encontrado em uma rede no Bairro Monte Castelo, em Fortaleza, deve sair em até 15 dias. Oesqueleto de Marcos de Souza Lima, de 41 anos, estava no 3º andar de uma residência, na Rua Gerson de Farias. O caso veio à tona na última sexta-feira (22), e chocou moradores da região.
De acordo com o delegado Wagner Diniz, do 1º Distrito Policial, os laudos cadavérico e pericial devem sair em cerca de duas semanas. “Abrimos o inquérito e estamos apurando. Com os laudos, realmente vamos saber o que aconteceu”, explica. Quatro pessoas prestaram depoimento, incluindo parentes e vizinhos.
No quarto, havia uma corda amarrada, um banco logo abaixo e mensagens de despedida na parede, que diziam: “A senhora matou uma criança indefesa” e “Jesus foi morto e crucificado por vocês”. Segundo o delegado, todas os indícios foram periciados e ajudarão a investigação da polícia. “Foi tudo periciado no local da ocorrência. É muito cedo para chegar a uma conclusão”,
Medo e desconfiança
Nesta semana, a reportagem do Tribuna do Ceará foi até a Rua Gerson de Farias, com o objetivo de conversar com parentes e moradores do local. A via estava praticamente vazia, com portas fechadas, passos apressados e olhares desconfiados pelas frestas de grades. A madrasta de Marcos preferiu o silêncio. “Não! Nada de entrevista”, gritou de dentro de casa.
De acordo com uma vizinha, que preferiu não revelar a identidade, o homem trabalhava com instalação de equipamentos de segurança, como cercas elétricas e alarmes, e tinha muitos amigos. Há 1 ano e 3 meses disse à madrasta que ia fazer um curso em São Paulo e, desde então, não deu mais notícias.
“Começamos a perguntar se ele tinha ligado. E ela dizia que não, que não sabia o que estava acontecendo”, lembra. Os moradores sugeriram que o quarto fosse aberto para conferir se havia alguma informação sobre a viagem. “Ela dizia que não podia abrir, porque ele tinha levado a chave”, acrescenta.
Dois meses depois do desaparecimento, os vizinhos começaram a sentir o mau cheiro, mas pensaram que se tratava do esgoto estourado na esquina da rua. E assim o tempo foi passando. Até que no dia 22 de agosto deste ano, o corpo do homem foi achado por um morador, que havia subido até o terceiro andar da casa à procura de algum cano quebrado que resolvesse a falta de água no andar de baixo – onde residem a madrasta de Marcos e a irmã dela. “Comecei a bater à porta, e ninguém atendeu. Arrombei, vi a rede e uma cabeça, o resto era tudo osso”, conta Oliveira. Esta foi a terceira morte de familiares na residência.

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