Não há nada que faça tanto sucesso quanto o antigo e famoso seriado do Chaves. Criado no México, na década de 70, o programa conta a história de pessoas simples que moram em uma vila e levam suas vidinhas da forma mais comum possível. Mesmo assim, a trama conseguiu conquistar gerações e, até hoje, tem suas temporadas reprisadas em todo o mundo.
Acontece, no entanto, que um suposto mistério envolvendo a vila onde vivem Chaves e os demais personagens foi revelado recentemente e deixou as pessoas um tanto impressionadas. Mas claro, a versão que será apresentada agora não é oficial, apenas uma interpretação da história, então não precisa temer por sua infância!
Por meio de uma análise publicada no site da Revista Bula, o doutor em História e pós-doutor em poéticas visuais, Ademir Luiz, afirma que a vila onde se desenvolve toda a história se trata de um pedaço do inferno e seus personagens são, na verdade, “pecadores amaldiçoados”, condenados a vagar infinitamente naquele plano. Entenda:
1. Repetições

Seguindo a mesma linha de raciocínio, a vila seria um pedaço do inferno, onde os personagens ficam repetindo eternamente as mesmas coisas que os levaram até ali. Como fica claro no texto, é por isso que a Chiquinha sempre chuta Quico e faz seu pai, Seu Madruga, pensar que foi o menino que a agrediu. Enervado, “Seu Madruga belisca Quico, que chama Dona Florinda, que acerta um tapa no vizinho gentalha, que descarrega a raiva no Moleque, que atinge o Seu Barriga quando ele chega para cobrar o aluguel. Enquanto isso, o professor Girafales, queimando de desejo, bebe café, com um buquê de rosas no colo, sem desconfiar a causa, motivo, razão ou circunstância de tanta repetição.”
2. Cenário

A análise também aponta outro fator intrigante da trama. O cenário da Vila seria um labirinto super confuso, que conduz a uma rua estreita, que por sua vez, liga o lugar a barbearia, a um restaurante, a um parque ou a uma sala de aula apertada. As exceções dessa interpretação estão em episódios em que eles fogem do comum, como no caso de Acapulco.
A suspensão temporal, de acordo com o autor do texto, seria outra evidência de que o lugar apresenta um problema real. Afinal, por que o senhor Barriga cobraria eternamente os mesmos 14 meses de aluguel? Para o especialista, a resposta está no tempo, que simplesmente não passa para eles.

O texto original analisa até os personagens secundários, mas hoje vamos nos restringir aos mais expressivos para a trama. Veja:
Chaves: O menino seria a representação da gula, por ser insaciável e amar os sanduíches de presunto. Além disso, ele adora se referir ao professor Girafales como “linguiça”, um subproduto da carne de porco, que os costumes bíblicos relatam como suja;
Senhor Barriga: representa a ganância, pois somente alguém muito ganancioso cobraria os 14 meses de aluguel todos os dias;
Quico: o personagem estaria ligado à inveja, uma vez que para ele os brinquedos alheios sempre são os mais interessantes;
Seu Madruga: esse seria é a preguiça. Isso porque ele sempre acha uma desculpa para se livrar dos empregos que consegue e não pagar o aluguel;
Professor Girafales e Dona Florinda: os dois seriam, literalmente, a representação da luxúria. Isso porque os amantes demonstram desejos incontroláveis, apesar de jamais passarem da famosa xícara de café e dos buquês;
Aliás, o especialista explica também porque esse impasse acontece: eles estão condenados a abstinência sexual eterna. Inclusive, a mania do professor Girafales de fumar seu charuto a todo momento representa um hábito ligado ao pós-sexo. Como não há relações com a namorada, só resta a ele fumar para sempre;
Chiquinha: a personagem seria a representação da ira. Isso porque, apesar dos seus esforços, ela não consegue se expressar da maneira que gostaria. Logo, ela tem como recursos o choro e a maldade;
Dona Clotilde: não parece, mas essa seria a vaidade. Ela mora no 71 (7+ 1 é 8, o infinito) e tem como companhia um pet chamado “Satanás”, que ora é um cachorro, ora é um gato. Isso, aliás, seria uma alusão às possibilidade de transformação do demônio.
Jaiminho, o carteiro: esse seria o único personagem representante do mundo dos vivos. Segundo o texto, Jaiminho se trata de um médium e suas cartas seriam, na verdade, psicografias. Ele vive cansado e isso seria a prova de seu esforço ao vagar entre os planos. Assim, sua amada Tangamandápio, se torna uma representação da própria Terra.
fonte: http://www.fatosdesconhecidos.com.br/


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