Integrantes de seleções desviavam ingressos para quadrilha

Pelo menos três comissões técnicas de seleções desviavam ingressos da Copa do Mundo para uma quadrilha de cambistas, segundo divulgou ontem a Polícia Civil do Rio de Janeiro. Investigadores afirmam que cada comissão repassava 50 ingressos por partida aos criminosos. Os bilhetes eram vendidos no mercado paralelo a mil euros cada - e resultavam num faturamento de 50 mil euros. Segundo a investigação, teriam movimentado até R$ 1 milhão por jogo neste Mundial.

As investigações tiveram o auxílio do Ministério Público do Rio e do Juizado do Torcedor. Onze pessoas foram presas - nove no Rio e duas em São Paulo. O cabeça da quadrilha foi identificado como Mohamadou Lamine Fofana, 57, argelino com nacionalidade francesa, que seria conhecido por jogadores de futebol brasileiros.
“Apreendemos ingressos nas mãos desses cambistas que eram destinados à comissão técnica de futebol, portanto, temos elementos que seleções desviam ingressos para esses cambistas através de alguém que se beneficia com a venda. Estamos investigando as seleções, mas já temos o depoimento de um indiciado que trabalhava para essas três seleções”, afirmou o delegado Fabio Baruk, responsável pela investigação.
Baruk não informou quais são as seleções. Os 11 presos foram indiciados por cambismo, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Podem pegar até 18 anos de prisão. A Polícia disse que chegou até eles ao buscar ingressos em mercados paralelos no Rio. O grupo vendia bilhetes verdadeiros cedidos pela Fifa a comissões técnicas de seleções, patrocinadores, jogadores e ONGs. (Folhapress)


fonte: Jornal O povo

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