Será o momento perfeito para a Argentina mostrar que enfim pode ter eficiência nos dois setores. Afinal, um revés custará o fim da trajetória dos comandados de Sabella em solo brasileiro. E o duelo contra os suíços será o mais complicado dos argentinos até agora na Copa. Para os europeus, um triunfo marcaria um das maiores conquistas da história da seleção, que não alcança as quartas desde 1954.
Favorita, a Argentina não nega que a sua principal arma é mesmo Lionel Messi, autor de quatro gols em três jogos na Copa. É justamente por causa da dependência do craque que Sabella tenta equilibrar seu time, algo ainda não alcançado no Brasil. "O futebol moderno exige que os times sejam mais curtos, entre as linhas de defesa e ataque. E é isso que vamos buscar", avisou o treinador.
Distância atrapalha
Sabella atribui essa dificuldade da seleção argentina à velocidade dos seus atacantes. "Às vezes surge essa distância entre defesa e ataque porque temos atacantes muito rápidos. Os defensores não conseguem acompanhar essa velocidade", diagnosticou o treinador, ainda insatisfeito com seu time. "O adversário tem que ter dificuldade em se aproximar da nossa defesa e nosso ataque deve ter poder de fogo. É preciso ter equilíbrio".
Este objetivo pode ser alcançado nesta terça com uma mudança na equipe. Sergio Agüero, machucado, vai dar lugar a Ezequiel Lavezzi.
Defesa
Se o poder ofensivo parece intacto com a troca, a defesa segue preocupando. Contra os suíços, a zaga terá seu maior desafio nesta Copa. O principal alvo será Xherdan Shaqiri, autor de três gols sobre Honduras na fase de grupos. Reserva do Bayern de Munique, o meia-atacante se destaca pela velocidade, boa movimentação e finalização.
Para segurar o ímpeto de Messi, o técnico Ottmar Hitzfeld terá mudanças táticas na equipe. Sem dar detalhes sobre posicionamento ou escalação, ele apenas mostra confiança em sua estratégia antes da partida decisiva. "Amanhã (terça) vamos mostrar como faremos isso", avisou.
Marca
Em sua primeira partida na carreira em São Paulo Lionel Messi poderá completar o seu 400º gol em jogos oficiais. Até agora, foram 354 pelo Barcelona, 42 pela seleção principal e dois pela seleção olímpica. Precisou de 519 jogos para atingir essa marca, uma média de 0,77.



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