A Copa dos Protestos

Durante a Copa do Mundo no Brasil, a expectativa em relação aos jogos e ao hexacampeonato divide a atenção com possíveis protestos e violência nas ruas

Em redes sociais como o Facebook, manifestações populares têm sido organizadas e agendadas para se realizarem durante a Copa do Mundo no Brasil. Em torno do maior evento do futebol, também já se efetivaram paralisações e greves de trabalhadores do transporte público e mesmo da segurança. Neste contexto, até o próximo dia 13 de julho, a expectativa em relação ao hexacampeonato da seleção brasileira divide a atenção com possíveis protestos e violência nas ruas, especialmente, das cidades-sede da Copa.
“O que achamos é que não vai ter nenhuma manifestação, mas, se houver, serão alguns grupos de estudantes ou alguns black blocs”, contrapõe o tenente-coronel Fernando Albano, porta-voz da Polícia Militar do Ceará. Se acontecerem os protestos, ele complementa, “o sistema de segurança pública vai garantir a livre manifestação, que é uma garantia constitucional”. Em caso de atentado contra o patrimônio público ou a integridade física, adverte o policial, os responsáveis deverão ser identificados e punidos de acordo com a lei.
Ação e reação

O porta-voz da Polícia Militar garante ainda que a reação policial frente a possíveis atos de violência durante protestos, em Fortaleza, será “dentro dos princípios da legalidade, da proporcionalidade e da razoabilidade. Toda ação requer uma reação”. O tenente-coronel Fernando Albano assegura que os mais de sete mil agentes da segurança pública (entre eles, 3.800 PMs), envolvidos nesta Copa do Mundo, na Capital, foram capacitados em cursos oferecidos pelo Ministério da Justiça e pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social.
O Ministério Público do Estado do Ceará também orientou como devem ser as ações policiais em caso de protestos. Uma das recomendações, acordadas com representantes dos órgãos de segurança pública na última segunda-feira (9), quer o “efetivo devidamente identificado”. E os policiais não devem intervir em manifestações pacíficas nem agir antes de serem provocados. Outra recomendação é “que seja, pelos comandantes da tropa, dada voz de prisão e de recolhimento imediato ao quartel aos comandados que eventualmente façam uso excessivo da força”.

NAS REDES SOCIAIS


273.151 citações fazem referência às reivindicações sindicais, como greves e paralisações

113.117 referências citam a Copa do Mundo. É o segundo assunto mais comentado

12.847 vezes foi usada a hashtag #nãovaitercopa, a mais recorrente


Fonte: opovoonline

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial